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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pilula do dia seguinte


As adolescentes que estão abusando do uso da pílula do dia seguinte estão correndo um grande risco de engravidar e de sofrer problemas de saúde. O contraceptivo de emergência não é para ser usado repetidas vezes. A taxa de eficácia diminui e a carga de hormônio exagerada pode causar vômitos e sangramentos. “O termo ‘pílula do dia seguinte’ poderia até ser considerado errado”,. Isso porque o medicamento não funciona da mesma maneira que o anticoncepcional convencional. “É uma grande quantidade de hormônio que é usado para antecipar a menstruação ou impedir o óvulo de ser fecundado”,O uso da medicação é recomendado apenas em casos especiais. Por exemplo, quando a camisinha estoura ou um comprimido da pílula convencional é esquecido sem a mulher perceber. Ela também não oferece proteção alguma contra doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids. A alta carga de hormônios no organismo (entre seis e 20 vezes a mais que um comprimido de contraceptivo comum) tem vários efeitos. Se a mulher ainda não ovulou, a pílula retarda a liberação de um novo óvulo. Se a ovulação já ocorreu, ele acelera a descamação do endométrio (a camada que recobre o útero para receber o óvulo fecundado e cuja descamação é a causa da menstruação). Além disso, a medicação também “engrossa” o muco vaginal – para dificultar a passagem dos espermatozóides. Existem dois tipos principais de “pílulas do dia seguinte”. O primeiro são dois comprimidos, que precisam ser tomados com 12 horas de intervalo. O segundo é em uma única dose. Os dois tipos precisam ser consumidos não mais que 72 horas após a relação sexual desprotegida – e quanto mais rápido melhor. Quando usado corretamente e uma única vez, a taxa de eficácia é alta, por volta de 98%. Mas o uso repetido diminui essa eficiência. Quanto mais vezes se usa a pílula do dia seguinte, maiores as chances de ela não funcionar. E maiores os riscos para a saúde. “Ela pode ter náusea, vômitos, fadiga, sangramentos. É uma quantidade muito grande de hormônios”, alerta o médico. O ciclo menstrual geralmente se desregula e demora muito para voltar ao normal. Sem o uso da camisinha, o risco de engravidar aumenta.
“Ela foi idealizada como uma emergência. Há muita gente que não se preocupa em usar um método de barreira ou hormonal e recorre a isso como contracepção. Não é. O próprio nome que usamos, intercepção, significa interrupção”, afirma ele.

O que fazer? a recomendação geral é que, ao ter uma relação sexual desprotegida, a mulher procure imediatamente um médico. Geralmente, em casos como esse, os ginecologistas costumam atender a paciente na frente de outras. Uma boa pedida pode ser procurar um Pronto Socorro para procurar orientação médica.

Se a pílula do dia seguinte for tomada sem prescrição é essencial procurar o ginecologista o mais rápido possível após o uso. Primeiro, porque ele vai poder tranqüilizar e responder todas as dúvidas da mulher. Segundo, porque ele vai poder monitorar as alterações no organismo que a medicação vai trazer.

Para não engravidar, a melhor opção varia de mulher para mulher: de pílulas diárias a injeções, adesivos e anéis vaginais. Só o médico e a paciente juntos podem definir o método mais adequado. Não importa qual seja, no entanto, a camisinha não deve ser abandonada, porque é a única maneira de se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis.

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